SINPCI HOMENAGEIA AGENTE DE POLÍCIA CIENTÍFICA POR ATO DE CORAGEM
O Sindicato dos Agentes de Polícia Científica de Santa Catarina (SINPCI) realizou a entrega de uma placa de homenagem a uma Agente de Polícia Científica Bárbara Luana Gomes Roveda em reconhecimento à sua coragem, iniciativa e compromisso com a proteção da sociedade.

Bárbara recebendo a placa de homenagem do SINPCI, em reconhecimento à sua coragem, iniciativa e compromisso com a proteção da sociedade
A homenagem foi motivada pela atuação da policial em uma ocorrência registrada em Lages, quando, mesmo estando fora de serviço, percebeu um homem ameaçando jovens que saíam de uma escola e correndo em direção às crianças. Diante da situação, a Agente não hesitou em intervir e acompanhou o indivíduo para impedir que ele alcançasse as vítimas.
Durante a ocorrência, um Policial Penal que passava pelo local também interveio. O homem reagiu à abordagem e avançou contra o policial, que precisou efetuar disparos para conter a agressão. Mesmo baleado, o indivíduo continuou oferecendo resistência, sendo necessária nova intervenção para contê-lo.
Após ser controlado, o homem permaneceu alterado, proferindo frases desconexas e de cunho sexual. Também houve relatos de importunação contra profissionais do SAMU, sendo necessário que um policial militar acompanhasse a equipe durante o deslocamento até o hospital.
Para o presidente do SINPCI, Fernando Ramos Damasco, a atitude merece reconhecimento não apenas da entidade sindical, mas também da própria instituição.
“O SINPCI fez questão de reconhecer essa atitude porque ela representa exatamente aquilo que a sociedade espera de um policial: coragem, iniciativa e compromisso com a proteção da vida. Nossa homenagem é uma forma de agradecer e valorizar essa conduta, mas entendemos que esse reconhecimento não pode parar no Sindicato.”
Damasco reforça que a Polícia Científica deve reconhecer formalmente a atuação da servidora, inclusive com a análise da possibilidade de concessão da promoção por ato de bravura, conforme os critérios e procedimentos previstos para esse tipo de reconhecimento.
“Entendemos que um ato dessa natureza merece ser analisado pelo órgão que ela representa. Não se trata apenas de uma homenagem simbólica. É preciso que a instituição avalie a conduta e reconheça formalmente o mérito da servidora, inclusive com a devida promoção por ato de bravura, caso preenchidos os requisitos legais.”
Para o presidente do SINPCI, o episódio também reforça uma discussão que precisa ser enfrentada pela Polícia Científica: se os Agentes de Polícia Científica são policiais e a sociedade espera deles uma postura policial diante de situações de risco, é fundamental que o Estado forneça os meios necessários para essa atuação.
“Essa colega demonstrou coragem e fez aquilo que acreditamos que qualquer policial faria diante de uma criança em perigo. O que não podemos aceitar é que, para estar preparada para uma situação como essa, ela precise depender de um equipamento que pertence ao seu próprio patrimônio. A coragem é do policial, mas os meios para proteger a sociedade precisam ser fornecidos pelo Estado”, destacou Damasco.

Colegas da unidade acompanharam a entrega da homenagem à Agente de Polícia Científica Bárbara Luana Gomes Roveda, celebrando sua coragem, iniciativa e compromisso com a sociedade.
Ao final, o SINPCI reafirmou seu compromisso com a valorização, reconhecimento e defesa dos Agentes de Polícia Científica de Santa Catarina, destacando que atitudes como essa devem servir de exemplo e também provocar a reflexão sobre as condições oferecidas aos profissionais que integram a segurança pública.

O presidente do SINPCI, Fernando Ramos Damasco, entrega à Agente de Polícia Científica Bárbara Luana Gomes Roveda a placa de homenagem em reconhecimento à sua coragem, iniciativa e compromisso com a proteção da sociedade

